Levantamento da Fiems mostra que setor já movimentou US$ 3,02 bilhões entre janeiro e maio, impulsionado por carnes, celulose e derivados da soja
A indústria consolidou sua posição como principal motor das exportações de Mato Grosso do Sul em 2026. Entre janeiro e maio, o setor respondeu por 65% de toda a receita obtida pelo Estado com vendas ao mercado externo, somando US$ 3,02 bilhões, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).
Somente em maio, as exportações de produtos industrializados alcançaram US$ 605,1 milhões, o segundo melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica. No período, a indústria foi responsável por 61% da receita total das exportações sul-mato-grossenses.
Segundo o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, o desempenho acumulado até maio representa o segundo maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.
O principal destaque da pauta exportadora foi o complexo frigorífico, responsável por US$ 1,15 bilhão, o equivalente a 38% das exportações industriais do Estado. Em seguida aparece o setor de celulose e papel, com US$ 1,12 bilhão e participação de 37%.
Também figuram entre os principais segmentos exportadores os óleos vegetais e derivados da soja, com US$ 343,8 milhões (11%); açúcar e álcool, com US$ 112,2 milhões (4%); extrativo mineral, com US$ 88,3 milhões (3%); siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 84 milhões (3%); couros e peles, com US$ 32,8 milhões (1%); alimentos e bebidas, com US$ 24,9 milhões (1%); além de outros produtos industriais, que somaram US$ 51,3 milhões.
Entre os produtos mais exportados estão as carnes bovinas desossadas congeladas e refrigeradas, pasta química de madeira (celulose), bagaços, resíduos, farinhas e pellets da extração do óleo de soja, óleo bruto de soja, açúcar de cana e álcool etílico.
A China lidera o ranking dos principais compradores dos produtos industrializados de Mato Grosso do Sul, com US$ 1,01 bilhão em aquisições. Na sequência aparecem Estados Unidos (US$ 325,8 milhões), Itália (US$ 172,9 milhões), Holanda (US$ 172,1 milhões), Turquia (US$ 84,4 milhões), Chile (US$ 82,3 milhões), Uruguai (US$ 78,8 milhões), Índia (US$ 76,9 milhões), Japão (US$ 59,1 milhões) e Argentina (US$ 57,2 milhões).
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