Caso Ayla: pai da bebê presta depoimento e maternidade explica emissão de certidão de nascimento

Foto: Cayo Cruz
Foto: Cayo Cruz

O pai da bebê Ayla, localizada no Paraguai após ser sequestrada em Campo Grande, prestou depoimento nessa quarta-feira (12), na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Ele chegou à unidade por volta das 12h25, levado em uma viatura da Polícia Civil, e deixou o local às 16h13, após permanecer por cerca de 3 horas e 48 minutos na delegacia. Após o depoimento, ele foi liberado.

Enquanto a investigação avança para esclarecer as circunstâncias do sequestro, Ayla permanece em segurança e sob acolhimento institucional em Campo Grande. Segundo informações repassadas à reportagem, a família já era acompanhada por serviços públicos antes mesmo da gestação da bebê, com demandas nas áreas de saúde, assistência social e educação.

Após o sequestro, o acompanhamento na área da saúde foi reforçado em razão dos últimos acontecimentos. A criança passou a ser acompanhada pelo serviço de acolhimento, que também realiza avaliações e verifica as condições de saúde, documentação e demais necessidades relacionadas à idade.

Sobre a vacinação, não houve acesso ao calendário vacinal completo da bebê. No entanto, registros hospitalares apontam que as vacinas obrigatórias administradas ao nascimento foram aplicadas. Os demais registros não foram disponibilizados à equipe responsável pelo acompanhamento. Com a entrada no acolhimento institucional, esses dados foram verificados e atualizados quando necessário.

A certidão de nascimento de Ayla foi expedida na segunda-feira (10). A reportagem também apurou que o documento não havia sido emitido anteriormente na maternidade. A unidade confirmou que o registro de nascimento na própria maternidade é facultativo, cabendo aos pais decidir se farão o procedimento no hospital após o nascimento ou posteriormente em um cartório.

A bebê permanece sob os cuidados do acolhimento institucional. A eventual saída do local depende de análise e decisão judicial. Por questões de segurança, o endereço e outros detalhes sobre o paradeiro da criança não são divulgados.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando o caso e busca reconstruir toda a dinâmica do sequestro, desde a abordagem da mãe até a chegada da bebê ao Paraguai. Os investigadores também tentam identificar quem planejou a ação, qual foi a participação de cada suspeito e se outras pessoas auxiliaram na retirada da criança do Brasil.

Por Michelly Perez e Maria Gabriela Arcanjo

 

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