Planos de candidatos propõem novos caminhos para infraestrutura em MS

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Projetos apostam em rodovias, logística, manutenção de obras e equilíbrio entre regiões do Estado

Na corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, os planos apresentados pelos candidatos apontam diferentes estratégias para ampliar a infraestrutura e enfrentar problemas que afetam o desenvolvimento do Estado. Rodovias, logística, manutenção, conectividade e distribuição dos investimentos pelo interior aparecem entre os principais eixos dos documentos, mas cada projeto estabelece prioridades e formas distintas de atuação.

Os candidatos falam principalmente sobre a ampliação de rodovias pavimentadas e integração de modais de transporte. Criação de sistema aberto para monitorar investimentos públicos, troca de pontes de madeira por concreto e regionalização dos investimentos conforme a vocação econômica de cada área.

Eduardo Riedel (PP)

O atual governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel, apresenta a infraestrutura como parte de uma estratégia integrada de desenvolvimento, conectando logística, cidades, sustentabilidade e crescimento econômico. O planejamento considera a posição do Estado como corredor de integração regional e prevê ampliar a capacidade de conexão entre regiões produtoras, centros urbanos e mercados consumidores.

Entre as propostas está a elaboração e implementação do PELT (Programa Estadual de Logística e Transportes), além da meta de elevar para mais de 50% a proporção de rodovias pavimentadas em Mato Grosso do Sul. O plano também prevê a consolidação de corredores estratégicos, expansão das redes rodoviária, ferroviária, hidroviária e aeroportuária e fortalecimento da integração entre diferentes modais.

A proposta ainda relaciona infraestrutura à sustentabilidade, com medidas voltadas à resiliência diante das mudanças climáticas, segurança hídrica e energética e modernização da gestão ambiental. A intenção descrita no documento é conciliar expansão econômica, atração de investimentos e preservação dos recursos naturais.

Fábio Trad (PT)

O Fábio Trad parte de um diagnóstico de desigualdade na distribuição da infraestrutura pelo Estado. O documento aponta diferenças entre os corredores que receberam investimentos mais robustos e municípios que ainda enfrentam estradas precárias, problemas de drenagem, pontes deterioradas e baixa integração logística. Também identifica a dependência do transporte rodoviário como um dos gargalos para a competitividade sul-mato-grossense.

Entre as principais propostas está a criação do Sistema Estadual de Monitoramento de Obras Públicas, com dados abertos, georreferenciamento e acompanhamento físico e financeiro dos investimentos. O projeto também prevê um Plano Estadual Integrado de Infraestrutura e Logística, reunindo rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, infraestrutura urbana e desenvolvimento regional.

O planejamento inclui ainda o Plano Estadual de Pavimentação Rodoviária, o programa Rodovias para o Futuro e ações para estradas rurais e pontes. Na área logística, o documento propõe fortalecer a Malha Oeste e a hidrovia do Rio Paraguai, enquanto o programa Cidades Resilientes MS teria foco em drenagem, erosões, prevenção de enchentes e mobilidade urbana.

Outra frente prevista é a redução da dependência de operações de crédito para financiar grandes obras. O candidato propõe maior utilização de recursos próprios, planejamento plurianual, fundos de infraestrutura e parcerias estratégicas, além de integrar investimentos ao desenvolvimento econômico, à agroindustrialização, à bioeconomia e à economia verde.

Jeferson Bezerra (Agir)

Jeferson Bezerra estrutura sua proposta a partir do desenvolvimento regional, com a intenção de direcionar investimentos conforme as características econômicas de cada área de Mato Grosso do Sul. O documento estabelece polos com diferentes vocações e relaciona a infraestrutura e a logística a esse modelo de crescimento descentralizado.

Em Campo Grande, o planejamento aponta a consolidação do território como polo logístico, de serviços e inovação. Para a Grande Dourados, a prioridade indicada é a agroindústria e a logística de exportação. Já a região de Três Lagoas e do Bolsão é associada à energia, celulose e indústria de base.

O projeto também direciona o Pantanal para o turismo sustentável e o ecoturismo, enquanto o Cone Sul e a região de fronteira aparecem relacionados ao comércio exterior e à logística. Além disso, o candidato propõe ampliar a presença do Estado no interior por meio da descentralização de escritórios e serviços estaduais.

Como mecanismo de distribuição dos recursos, a proposta prevê um orçamento regionalizado, com investimentos destinados por região para que cada núcleo tenha maior previsibilidade e possibilidade de acompanhamento. O documento estabelece ainda que rodovias e conectividade sejam priorizadas de acordo com os polos definidos no eixo de desenvolvimento regional equilibrado.

Renato Gomes (DC)

Renato Gomes concentra o projeto de infraestrutura principalmente nas necessidades do interior. O plano apresenta nove propostas para a área, com destaque para pavimentação, manutenção da malha viária, acesso à saúde e escoamento da produção. A ideia é estabelecer critérios de prioridade para as obras, começando por trechos considerados estratégicos para a ligação entre municípios e polos de atendimento.

Entre as metas está ampliar a pavimentação das rodovias estaduais e garantir acesso pavimentado ao perímetro urbano até 2030. O documento também trata a precariedade viária como um dos principais problemas apontados pela população e defende a interiorização do desenvolvimento para que a geração de riqueza seja acompanhada de investimentos nos municípios.

O plano inclui metas para ampliar o tratamento de esgoto nos municípios, incentivo à concorrência na compra de gado e ao cooperativismo, além de uma proposta de elevar o investimento público. Também estão previstas ações de mediação de conflitos entre indígenas e produtores e melhorias na infraestrutura dos assentamentos.

Outro ponto é a substituição gradual das pontes de madeira por estruturas de concreto, priorizando os caminhos utilizados para o escoamento da produção e o acesso à saúde. O candidato também propõe definir uma fonte alternativa ao Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul) para garantir recursos destinados à conservação das estradas, estabelecendo a manutenção da malha viária como etapa anterior à ampliação da pavimentação.

Os demais candidatos Daniel Lemes do PCO e Lucien Rezende do PSOL, não apresentaram sugestões na área de Infraestrutra. João Henrique Catan não apresentou o plano nenhum.

Por Danielly Carvalho

 

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