Uma adolescente, que teve suas informações preservadas, passou mal após ingerir bebida alcoólica dentro de um colégio particular de Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (13). A bebida teria sido levada pela própria aluna, escondida em uma garrafa de água.
Conforme informado pela instituição, a adolescente ingeriu o líquido durante as aulas e depois começou a passar mal. A equipe da escola prestou atendimento à estudante e acionou os responsáveis.
Em nota, o colégio afirmou que não houve negligência por parte dos professores. Segundo a instituição, a bebida estava em uma garrafa que aparentava ser de água e não foi compartilhada aos demais alunos, o que teria dificultado a identificação imediata.
A escola também informou que situações envolvendo o consumo de álcool entre adolescentes dependem da atuação conjunta da instituição de ensino e das famílias.
A reportagem do Jornal O Estado entrou em contato com a Polícia Civil para esclarecer quais medidas serão tomadas em relação ao caso.
Confira a nota da escola na íntegra:
“O Colégio informa que identificou uma ocorrência grave envolvendo o consumo de bebida alcoólica no ambiente escolar. A substância foi levada escondida em uma garrafa de água de uso pessoal e consumida individualmente por uma estudante, que posteriormente apresentou mal-estar.
Compreendemos a preocupação gerada e esclarecemos que não houve conivência ou ‘vista grossa’ por parte dos professores. Como a bebida estava disfarçada em uma garrafa de água e não foi compartilhada nem exibida aos colegas, não havia indícios visíveis que permitissem sua identificação imediata.
O porte e o consumo de bebidas alcoólicas no ambiente escolar são terminantemente proibidos e incompatíveis com as normas, os valores e o compromisso de segurança do Colégio. Não aceitaremos condutas dessa natureza. O caso está sendo tratado com toda a seriedade, e nossas orientações e medidas preventivas serão reforçadas.
Entretanto, esse episódio também nos chama a uma reflexão indispensável: a formação e a proteção dos adolescentes são responsabilidades compartilhadas entre escola e família.
Pedimos aos responsáveis que conversem seriamente com seus filhos, acompanhem sua rotina, observem possíveis mudanças de comportamento e estejam atentos ao que levam em mochilas, garrafas e objetos pessoais. Confiança não exclui acompanhamento. Nossos adolescentes precisam de autonomia, mas também de limites claros, supervisão e presença constante dos adultos responsáveis por sua formação.
A escola continuará vigilante e cumprindo seu papel. Esperamos, da mesma forma, que cada família exerça uma vigilância atenta, responsável e afetiva sobre as escolhas e as condutas de seus filhos.
Somente por meio de uma parceria firme entre família e escola poderemos prevenir comportamentos de risco e proteger verdadeiramente nossos estudantes”.
Com informações do G1